Ela tinha 16 anos, e ele 17. Estavam namorando a pouco tempo, mas a paixão era tão intensa que parecia ser para a eternidade. Um belo dia, tiveram a sua primeira relação sexual. Mas, calma! Sabiam que tinham que tomar cuidado e usaram preservativo para se prevenirem de doenças sexualmente transmissíveis e de uma gravidez surpresa. Afinal, eles ainda estavam cursando o Ensino Médio e tinham muitos planos de estudar, ingressar em uma carreira, comprar casa, carro, viajar e então – quem sabe? – casar e ter filhos.

Entretanto, algo tão inesperado quanto o amor aconteceu: a camisinha estourou! Pensando que seria pouco provável que ocorressem maiores problemas do que aquele susto, permaneceram otimistas, apesar da leve tensão em esperar a próxima menstruação atestar que nada demais havia acontecido. Passado quinze dias, as cólicas vieram, mas não a regra. O teste de farmácia havia apontado positivo para gravidez. O que fariam agora?

Do outro lado da cidade, outro casal, um pouco mais maduro, encontrava-se em um pub e começou a conversar. Uma bebida aqui, uma risada ali, e logo um olhar mais sedutor, acompanhado de um convite para ir a um lugar mais reservado, fizeram-se presentes. Como a moça tomava pílula anticoncepcional e conhecia o rapaz há certo tempo, pois tinham amigos em comum, eles resolveram não usar preservativo para ter relações sexuais. O encontro acabou na saída de um motel, após passarem um tempo juntos.

Depois daquela noite, ele não ligou mais para ela, pois estava ocupado demais com outros “contatinhos”. Como mulher independente e “empoderada”, ela entendeu que o cara só queria aquilo e tratou de se autovalorizar afirmando: “Se ele não quer, tem quem queira! Não sabe o que está perdendo!”. Depois de algumas semanas, ela começou a passar mal com enjoos, tonturas e dores de cabeça. Resolveu ir ao pronto atendimento de um hospital. Lá fez um exame de sangue que constatou o inesperado: uma gravidez. O que faria agora?

Casos como os relatados acima são bem comuns, no Brasil e no mundo. Não somente adolescentes passam pelo recebimento da notícia de uma gravidez não desejada, mas também adultos graduados e alguns deles, até casados.

Mulheres passam pela experiência de engravidarem e tentam se submeter a buscar ajuda para fazer o aborto, acreditando que o perigo de sofrer uma infecção hospitalar ou mesmo ter complicações que podem ser decisivas nas suas vidas são menores que enfrentar a situação que se encontram.

De qualquer maneira, quanto mais acidental uma situação, mais calma é necessária para tomar uma ação assertiva. Se o caso é comum, a saída também é. Não é necessário se desesperar.

Hoje em dia, com o amplo acesso à internet e, consequentemente, a informações de todas as categorias, a grande maioria das pessoas possui conhecimentos acerca de prevenção de gravidez, métodos contraceptivos e os efeitos colaterais dos mesmos. As pessoas procuram, sim, medir as consequências de seus atos e se cuidarem da melhor forma possível em relação a sua saúde física.

Entretanto, há de se considerar também a necessidade de se cuidar da saúde emocional. É nesse ponto que as buscas online sobre como se prevenir que uma gravidez não desejada são insuficientes, sendo necessário buscar informações, mecanismos ou pessoas que possam ajudar ou dar clareza no âmbito da saúde afetiva e psicológica da mulher e de quem a rodeia quando a gravidez se confirma.

O ideal seria preservar não somente o corpo, mas também o coração, no que diz respeito aos sentimentos. Analisar se o parceiro sexual é alguém que sabe respeitar o outro como pessoa – e não como objeto passível de uso e descarte – é imprescindível para proteger o psíquico e o emocional individual.

Entretanto, muitas vezes, não se mede as consequências de se envolver com alguém, ou então, mesmo depois de muitos anos de convivência, a pessoa pode se apresentar com atitudes totalmente diversas das habituais, a ponto de parecer ter mudado de personalidade totalmente. Nesses casos é necessário tomar atitudes radicais, mas bem pensadas, para que não desaguem em doenças emocionais, como a depressão.

Deseja-se sentir o amor, sentir prazer; ir atrás de sonhos a dois ou simplesmente aliviar um pouco a tensão do dia a dia com o sexo. Informa-se sobre métodos contraceptivos e de proteção contra infecções sexualmente transmissíveis. Procura-se cuidar de todos os aspectos que dizem respeito à saúde do corpo, ora com a alimentação, ora com exercícios físicos. Entretanto, continuam a acontecer episódios que ao menos por um momento assustam e contrariam à vontade, como por exemplo uma gravidez inesperada.

De fato, muitas coisas que sucedem na vida são incontroláveis, mas é possível ao menos tentar fazer com que o desfecho da história seja de superação, amadurecimento e alegria.

A princípio, listar sonhos a longo, médio e curto prazo é importante para determinar medidas a serem tomadas quando algo inesperado acontece. Não se deve abandonar planos apenas porque um imprevisto aconteceu. Uma gravidez pode, sim, interromper ou adiar alguns planos, mas não os desintegrar por completo.

Na verdade, o ser humano é criativo, resiliente, adaptável e consegue tirar soluções incríveis dos piores cenários – lembre-se do filme A Vida é Bela, um exemplo de amor e coragem em um campo de concentração.

De qualquer maneira a proteção da gestante deve sempre ser observada e respeitada. Para tanto é necessário ter bem claro qual é o seu desejo, não somente para aquele momento, mas para toda a sua vida. Ter muitas informações de prevenção pode ser necessário, útil e eficiente, tanto para antes de uma gestação acontecer, quanto para depois que ela acontece. No entanto, que não seja apenas isso.

Pode-se perguntar quais seriam as possibilidades e medidas a serem tomadas agora, como de saúde física e emocional, proteção jurídica – por meio de auxílio com advogados – e planejamento de uma nova e bela história com muitos desejos realizados.

Ações possíveis em casos de atos imprevistos ou impensados incluem a busca por ajuda externa. Quando a tempestade é grande demais, primeiro, é preciso olhar para dentro de si. Parar, silenciar. Silenciar por um bom tempo. Revisar seus valores, sonhos, metas. Analisar os exemplos de vida de pessoas que você admira. Recordar de superações e desafios já vencidos ou dos motivos que levaram às falhas. Mas, nunca, desistir, nem escolher um caminho apenas porque é fácil ou porque é rápido. Em algumas situações, nosso coração está tão partido, confuso ou temeroso, que é necessário recorrer a alguém que esteja de fora de nossa realidade, para indicar coordenadas que possam fazer o barco navegar por águas mais tranquilas.

Uma dessas disposições está aqui mesmo, neste site. Podemos ajudar a você alcançar o que mais deseja nesse momento.

Quer saber o final dos testemunhos acima, e do seu? Procure-nos e informaremos tudo quanto for possível para o seu bem-estar. Você não está sozinha!

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