Cada tipo de parto tem vantagens e desvantagens e deve ser escolhido com base nas necessidades, corpo e desenvolvimento da gestação de cada mulher.

A escolha de como dar à luz é uma questão crucial para as gestantes, que podem ter muitas dúvidas e não conhecer as implicações de cada procedimento. Para esclarecer as dúvidas de futuras mães, a seguir você encontra algumas informações sobre os tipos de parto mais comuns.

Parto normal

O parto normal é aquele em que o bebê nasce por via vaginal, sem nenhuma intervenção cirúrgica e pelo esforço da mãe em expulsar a criança durante o trabalho de parto. Dispensa anestesia e quase sempre cortes, ou exige apenas cortes pequenos de cerca de 3 cm (a chamada episiotomia, para afastar os músculos da vulva) e facilitar a retirada do feto. O parto normal oferece menos riscos para mãe e para o bebê e menor risco de infecção.

Outra vantagem do parto normal diz respeito à recuperação da mãe após o parto. Em geral, depois de poucos dias, com variação de mulher para mulher, a mãe já começa a voltar a seus afazeres cotidianos sem dor ou dificuldade. Nesse caso, o ideal é apenas evitar movimentos muito bruscos e carregamento de peso.

Parto cesárea ou cesariana 

A cesariana pode ser agendada a pedido da gestante ou ter indicação de um médico em casos especiais. No caso da cesárea agendada, a gestante passa pelo procedimento cirúrgico de retirada do feto sem ter entrado em trabalho de parto, o que pode aumentar o risco de prematuridade e morte materna.

Como apresentado no texto sobre as origens e estatísticas da cesárea no Brasil, ainda que a quantidade de cesáreas venha caindo no país, há muitos casos de indicações de cesarianas desnecessárias, seja para poupar esforço para a gestante, fugir da dor natural do parto ou até mesmo para que médicos e hospitais possam agendar mais partos em menos tempo.

Na cesariana, a recuperação é mais difícil, e, como o corte é maior, há mais risco de infecção dos pontos e mais dor. Nos primeiros dias após a cesárea, a recomendação é de repouso absoluto e atenção às respostas do organismo.

Parto cirúrgico

No parto cirúrgico, o médico pode usar o fórceps  – instrumento que auxilia a retirada de um feto em casos em que a contração natural não é suficiente para o parto ou haja risco de vida para a gestante e/ou do feto – ou vácuo extrator para retirar a criança do útero da mãe.

Esses instrumentos não devem ser usados de maneira rotineira, mas somente em casos em que o médico obstetra detecta algum sofrimento para o feto ou quando a mulher não tem mais forças para conseguir fazer a criança nascer.

É um tipo de parto arriscado, que pode causar problemas para a mãe e para o desenvolvimento da criança. Por esses motivos, está caindo em desuso e sendo substituído por técnicas mais modernas.

Parto humanizado

A prática do parto humanizado vem crescendo em todo o mundo. Nesse tipo de procedimento, se prega o respeito à mulher e o bebê durante o período de nascimento da criança. Antes do parto a mulher escolhe as pessoas que estarão com ela naquele momento, tem mais liberdade de movimentos e pode optar por um parto na água em casa, por exemplo.

No entanto, ao contrário do que algumas pessoas pensam, parto humanizado não significa apenas parto domiciliar. O mesmo procedimento pode ser feito em um hospital ou mesmo em casas de parto, desde que a autonomia da mulher e a relação entre a mãe e criança naquele momento sejam preservadas.

Se mesmo com essas informações você se sentir pressionada a optar por algum tipo de parto ou não tiver acompanhamento médico, é preciso buscar ajuda psicológica, médica e familiar para ter segurança e aproveitar com saúde o momento de dar à luz a uma criança.

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