Como se alimentar durante a gravidez5 minutos de leitura

por Nove Meses

Durante a gestação é comum ouvir que é preciso comer por dois. Será? Saiba o que é mito e o que é verdade e conheça dicas de alimentação saudável na gravidez.

A qualidade e a quantidade dos alimentos ingeridos durante a gravidez são temas importantes. Apesar de não existirem restrições alimentares severas para as grávidas, algumas dicas são importantes para garantir uma gestação mais saudável.

Afinal, durante o período gestacional o nível dos hormônios das mulheres sofrem grandes alterações e ocorrem muitas mudanças no funcionamento do organismo. Todas elas devem ser monitoradas por um médico e acompanhadas com bons hábitos alimentares e de saúde.

Dessa maneira, é preciso fazer adaptações nutricionais para suprir a necessidade aumentada das mulheres grávidas e dispensar atenção especial à falta ou excesso de nutrientes, que influencia não apenas a saúde da mãe como a saúde e o desenvolvimento do bebê.

Por isso, o consumo equilibrado de todos os grupos de alimentos em uma dieta rica em vitaminas e minerais, assim como não exagerar nas quantidades e comer nos horários corretos, contribuem para uma gravidez saudável e melhoram até a autoestima da mulher grávida.

Fome de leoa

Entre os mitos mais famosos sobre alimentação na gravidez está o de que depois de engravidar, a mulher deve comer “por dois”. A verdade é que durante a gestação a grávida precisa de mais nutrientes e energia para o desenvolvimento do bebê, contudo, isso não significa comer tudo que vê pela frente.

O equilíbrio entre quantidade e qualidade de comida deve ser orientado pelo médico ou médica nutricionista que acompanha a gravidez, de acordo com as necessidades orgânicas e gasto calórico de cada mulher.

Isso não significa que a mulher grávida deve comer dobrado ou adotar grandes restrições, mas apenas comer em horários corretos, beber muita água e manter um bom acompanhamento médico.

Alimentação e amamentação

Quem nunca escutou que durante a amamentação é preciso ingerir este ou aquele alimento? Na verdade, a principal recomendação alimentar é que a lactante beba bastante água ao longo do dia.

A ingestão de água ao longo do dia é crucial para todos, mas para a mãe que amamenta é fundamental para o bom funcionamento do organismo e suas funções renais, como também para a manter alta a produção de leite materno.

Em resumo, a alimentação da lactante também precisa ser equilibrada para que o bebê receba os nutrientes relevantes para o seu crescimento e desenvolvimento saudável.   

Necessidades de cada fase gestacional

Apesar de existirem muitos, nem só de mitos vive o tema da alimentação durante a gravidez. Algumas dicas são reais e muito valiosas para mulheres grávidas, que devem observar o que comem em cada fase da gestação.

De maneira geral, evite ao máximo as comidas industrializadas, sal, açúcar, café, adoçante e de bebidas alcoólicas.

Prefira vegetais verde-escuros como couve, espinafre, chicória, rúcula, salsão, brócolis, agrião, alfaces escuras, acelga e frutas, além de brócolis, repolho, pimentão, carnes vermelhas magras, ovos cozidos (gema), feijão, lentilha, vagem, grão de bico, cereais integrais – arroz, pão, gérmen de trigo -, açaí, beterraba, entre outros.

Entre os laticínios, escolha leite, queijos brancos magros e iogurtes e lembre-se: uma alimentação saudável não tem que ser monótona. Os alimentos podem ser ingeridos ao natural, sob a forma de sucos e temperos ou outros tipos de preparações.

Em cada fase gestacional, é importante prestar atenção nas dicas abaixo:

  • Primeiro trimestre: No primeiro trimestre da gravidez, deve ser incrementado o consumo de alimentos ricos em o ácido fólico ou vitamina B9, como espinafre, fígado e agrião é essencial, já que o ácido fólico está diretamente relacionado à fase de formação do tubo neural do feto  – estrutura que dará origem ao cérebro e à medula espinhal do bebê.
  • Segundo trimestre: Já no segundo semestre, é recomendado que as grávidas aumentem o consumo de vitamina C, nutriente que age na formação de colágeno, que compõe a pele, vasos sanguíneos, ossos e cartilagem, além de ser responsável por aumentar a absorção do ferro e fortalecer o sistema imunológico da mulher.

Outros nutrientes importantes nessa fase são magnésio, mineral que favorece a formação e o crescimento dos tecidos do corpo; vitamina B6, importante para o crescimento e o ganho de peso do feto e prevenção da depressão pós-parto e ferro, essencial na produção de hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio pelo sangue e que evita que a mãe ou o bebê contraiam anemia.

  • Terceiro trimestre: No último trimestre de gestação, é bom prestar atenção aos seus níveis de cálcio, cujo papel vai desde a formação óssea do bebê à produção de leite após o parto. A deficiência de cálcio, por outro lado, pode provocar cáries, cãibras e unhas quebradiças.

O cálcio contribui ainda para a manutenção da pressão sanguínea, batimentos cardíacos e contrações musculares. Mas vale uma dica: evite consumir fontes de ferro e cálcio juntas, como carne e leite, pois um nutriente atrapalha a absorção do outro.

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2 Comentários

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2 Comentários

bruna outubro 13, 2019 - 8:32 pm

Olá, obrigada pelas dicas.

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rita janeiro 20, 2020 - 3:07 pm

Boa Tarde!
Bem objetivo, obrigada.

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