A gravidez é um estado interessante na vida da mulher. Desde a concepção, a química gerada pela fecundação produz mudanças no corpo da mãe para dar sustentação ao feto.

O Fator Primário de Gravidez (FPG), uma proteína imunossupressora, é fabricada poucas horas depois da união do óvulo com o espermatozoide. Sem o FPG, o corpo poderia confundir o bebê em desenvolvimento com um corpo estranho (como uma bactéria ou vírus) e atacá-lo. Não é à toa que se apelidam a natureza de “mãe”: o natural é cuidar.

É uma pena que, no mundo de hoje, a sociedade tende a se afastar cada vez mais do que é normal e natural, não mais cuidando uns do outros, mas vivendo de maneira cada vez mais individualista.

Em tempos em que somos ameaçados por toda sorte de doenças, o vírus da violência passiva – individualismo – dá lugar à doença que violenta fisicamente o corpo humano. Como então ajudar a uma gestante que está passando por tempos tão incertos? Eis aqui uma parte da sociedade que abre mão de um pouco de seu tempo para poder ajudá-la.

Como ajudar na prática

Sabemos que, para poder ajudar uma pessoa, a primeira ação é o diálogo. Para sermos mais assertivos em nossas conversas, precisamos nos conectar profundamente com o outro, ter empatia e ser bem assertivos na mensagem.

Ser mulher e ter sido gestante alguma vez ajuda muito a compreender melhor o que outra pessoa nas mesmas condições possa estar sentindo ou passando. Da mesma forma, alguém que seja homem, mas que conheça a fundo a psique e o corpo feminino, como um psiquiatra, por exemplo, pode colaborar e muito para responder a dúvidas tão presentes na mente de uma gestante em crise.

Nos dois exemplos, além de conhecimentos prévios acerca da natureza feminina, a vontade de colaborar e a abertura em acolher a mulher em qualquer que seja a circunstância é o primeiro passo para promover melhoras em sua existência.

Segundo a Project Management Institute (PMI), 76% dos problemas entre as pessoas são relacionados a falha na conversação. Esse dado evidencia o que muitos já notam em seu dia a dia: “Por que ele não entende o que falo?”, “Por que meus pais não me escutam?”, “Como vou dar essa notícia?”, “Me desculpe, não foi isso que eu quis dizer!”. Todos temos episódios diários de problemas na comunicação.

Ter alguém que nos ouve, estando aberto ao diálogo e que tem compaixão de nós. A pessoa que bem apoia uma gestante em crise observa-a sem julgá-la, ouve o que estão sentindo, necessitando ou pedindo. Para tanto, esvaziam totalmente a sua mente para ouvi-la com atenção.

Isso difere de dar conselhos ou oferecer estímulos. Muitas vezes, ela precisa desabafar e depois tirar as suas dúvidas a respeito do que fazer com sua situação de vulnerabilidade, com sua gravidez, com aquela criança, caso queira seguir com a gestação. Ela procura alguém que entenda seus sentimentos e suas necessidades.

A mulher, devido a certos períodos hormonais, pode estar mais carente e mais vulnerável e há homens que se aproveitam disso para fazer sexo com elas, que pode incorrer em uma gravidez indesejada.

Dessa forma, é necessário que alguém de fora da situação possa ajudar a gestante a organizar melhor essas informações recebidas para que se decida de forma mais clarificada.

A partir da decisão tomada, de maneira lúcida, existem passos concretos que podem ser dados, como ter apoio médico e assistência psicológica, ter ajuda para iniciar um novo negócio que possa ser feito de sua própria casa, começar a fazer uma faculdade com o auxílio do Governo, procurar redes de apoio à mulher em vulnerabilidade, entrar em comunidades que auxiliam a gestante a curar as suas dores e fortalecer a sua autoestima, bem como dividir suas experiências pessoais e fortalecer outras mulheres.

O que costuma ser dividido, não pesa para ninguém, mas nutre todo um grupo na busca de novos sentidos para situações tão desesperadoras no início.

Existe saída

O desespero toma conta de nosso ser e podemos aceitar atitudes que não adotaríamos se estivéssemos mais calmos, pacificados e com o apoio necessário para ver com mais clareza a situação. Entenda, é um bebê e não um leão que entrou em seu quarto querendo te devorar.

Muitas são as mudanças que ocorrem no corpo da mulher grávida para dar suporte à gestação de um novo ser humano, célula por célula, é no mínimo um trabalho árduo, apesar de natural.

Ninguém tem o direito de decidir pela vida dos outros. Somos responsáveis por nossa própria vida e por nossas escolhas pessoais. Claro que, muito do que nos acontece, não é culpa nossa.

Nesse momento, outras saídas podem te ajudar. Para decidir qual é a mais adequada para você, procure conversar com pessoas lúcidas que mais queiram estender a mão do que te julgar.

Comunicação significa dividir. Quem não quer se abrir ao diálogo não compreenderá nossos dizeres e nem será afetado positivamente por eles. Nesse sentido é necessário um esforço mútuo para conquistar o entendimento, visando o melhor para as partes envolvidas.

Afinal, cada um é responsável por sua própria vida, mesmo que precisemos de apoio uns dos outros para poder crescer pessoalmente, financeiramente e emocionalmente. Conte conosco!

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