A violência contra a mulher3 minutos de leitura

por Nove Meses

A violência contra a mulher é um fato conhecido desde a Antiguidade e reconhecido como um grave problema de saúde pública e violação dos direitos humanos das mulheres.

As Nações Unidas definem a violência contra a mulher como “todo ato de violência de gênero que resulte ou possa ter como resultado um dano físico, sexual ou psicológico para a mulher, inclusive as ameaças de tais atos, a coação ou a privação arbitrária da liberdade, tanto se se produzem na vida pública quanto na privada”.

Entre os fatores de risco de se cometer atos violentos contra a mulher citam-se: baixo nível de instrução, abusos na infância sofridos pelo agressor, ter presenciado cenas violentas na família, uso abusivo de álcool, atitudes de aceitação da violência e das desigualdades de gênero.

A violência entre o casal e a violência sexual produzem nas vítimas sobreviventes e em seus filhos graves problemas físicos, psicológicos, sexuais e reprodutivos no curto e no longo prazo, tendo ainda um elevado custo econômico e social.

Entre os efeitos sobre a saúde física da vítima, encontram-se: enxaquecas, dores abdominais, fibromialgia, dores na lombar (lombalgia), transtornos gastrointestinais, limitações da mobilidade e saúde frágil em geral. Em alguns casos, ocorrem sequelas físicas e traumatismos, que podem ser mortais.

A violência doméstica e sexual pode ocasionar ainda gravidez não desejada, abortos intencionais, problemas ginecológicos, infecções e doenças sexualmente transmissíveis, entre outros. A violência entre o casal durante a gravidez também aumenta a possibilidade de aborto espontâneo, morte pré-natal, parto prematuro e baixo peso do bebê ao nascer.

Estas formas de violência podem ser causa de depressão, transtorno de estresse pós-traumático, insônia, transtornos alimentares, sofrimento emocional e até tentativas de suicídio.

A violência sexual, sobretudo na infância, também pode estimular comportamentos como o consumo do álcool, drogas e tabaco, assim como práticas sexuais de risco em fases posteriores da vida.

No caso da violência doméstica, associa-se, comumente, o agressor a uma figura masculina e a vítima a uma figura masculina, ainda que a realidade demonstre a possibilidade de ocorrer o inverso em alguns casos.

Na atualidade, há muitas formas de violência contra a mulher, como o tráfico de pessoas, o maltrato intrafamiliar, o estupro ou abuso, a mutilação, a discriminação, a submissão da mulher ao aborto forçado. A violência é, portanto, grave ofensa à liberdade, dignidade e integridade da mulher.

O aborto forçado é uma forma de violência contra a mulher. Pouco se fala dessa forma de violência, mas ela infelizmente ocorre em muitos países e têm consequências duradouras sobre a saúde e relacionamentos da menina ou mulher. Um caso conhecido e extremo ocorreu em meados de 2012, quando Feng Jianmei, mulher chinesa de 23 anos, foi obrigada pelas autoridades estatais a abortar um bebê de mais de sete meses por não poder pagar a multa imposta aos casais que desrespeitam a lei de ter somente um filho. O fato ficou conhecido após a difusão da fotografia da mãe junto ao cadáver do bebê.

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