Esta é a Liz. Uma vez, ela achou que sua vida tinha chegado ao fim, mas na verdade estava apenas começando. Resumindo: ela ficou grávida quando tinha 15 anos de idade. Assustador, né?

Tudo aconteceu na escola, no segundo colegial. Ela morava nos EUA, e lá esse é o período mais aguardado de todos: é quando geralmente se completa 16 anos, idade em já é possível tirar carteira de habilitação. Também acontecem as festas de formatura… Esse foi também o ano em que ela conheceu seu primeiro namorado e caiu de cabeça em um amor envolvente e meio ingênuo. Só que eles não usavam nenhum método contraceptivo e nem sabiam muita coisa sobre esse assunto. Depois, durante algumas semanas, a menstruação dela não desceu, mas ela achou que era normal, pois seu ciclo era desregulado mesmo. Até que um dia se olhou no espelho e levou um susto: seus seios estavam fantásticos! Mas aí o alerta foi acionado. De repente, tudo o que ela pensava era: “caramba, eu só posso estar grávida”.

Uma propaganda de uma clínica que estava oferecendo testes de gravidez de graça chamou sua atenção, e Liz foi até lá, com a companhia de uma amiga. A mulher explicou como o teste funcionava, e logo um pequeno sinal de + se materializou. Foi aí que o mundo da Liz desabou.

Ela colocou um falso sorriso no rosto e continuou tentando viver normalmente. Mas era só uma questão de tempo até que seus pais descobrissem: os seios estavam crescendo, e a barriga também cresceria em breve. Ela não sabia como seus pais iriam reagir e não queria ser influenciada pela opinião deles. Hoje, lembrando disso, Liz se arrepende por ter desperdiçado tanto tempo com estas dúvidas.

Enquanto isso, a fofoca estava se espalhando. Ligações estranhas, perseguições de adolescentes religiosos que ela conhecia e até alguns pais preocupados ameaçando contar tudo para os pais dela, para impedir um eventual aborto.

Liz ficou furiosa – não que tivesse optado pelo aborto, mas isso seria uma decisão dela e de mais ninguém! E mais: no entendimento da garota, era ela quem tinha que contar isso para os pais, então foi assim que eles finalmente tiveram a conversa.

Como era de se esperar, eles ficaram aflitos, mas prometeram apoiá-la independentemente de qual caminho ela escolhesse. E depois que o namorado contou pra família dele, a mãe dele ligou para a mãe dela. Elas juraram apoio incondicional. A ajuda de todas essas pessoas foi crucial para que Liz conseguisse enfrentar tudo.

Mas mesmo com todo esse amor, ser uma adolescente grávida não era nada fácil. Os 16 anos já não tinham nada de doce. O sonho da faculdade tinha ido embora. E Liz se sentia envergonhada e deprimida. Setembro chegou e o ano letivo começou sem ela – nos EUA as aulas começam nesse mês. Liz terminou o ano estudando em casa, isolada. As amigas a visitavam, mas ela achava difícil vê-las tocarem suas vidas sem sua presença.

Naquela altura, Liz e o namorado já não gostavam tanto assim um do outro. Eles discordavam de tudo, literalmente. Então, quando chegou a hora do parto, ela estava em pedaços. Sua filha chegou duas semanas antes do previsto, depois de 23 horas de trabalho de parto. Liz não sabe como aguentou todo esse processo, mas sua mãe, seu namorado e a mãe dele estavam sempre ao seu lado.

Não bastasse tudo isso, Liz sofreu o desprezo das pessoas. Ela teve sorte de ter tido aquele apoio todo. E nem consegue imaginar como é a vida das meninas que são forçadas a assumir a maternidade ou a fazerem isso sozinhas.

Isso já faz um tempinho. O namorado se tornou um pai maravilhoso. Com o passar do tempo, à medida que eles se tornaram adultos, seus caminhos tomaram rumos diferentes, mas ele sempre está presente na vida da filha, e viaja horas para ficar com ela. Ela sabe que pode contar com ele para o que der e vier.

As pessoas geralmente acham que a Liz é contra o aborto só por que teve um filho na adolescência. Ela simplesmente escolheu ser mãe – não foi forçada a fazer isso. E hoje é grata por ter feito esta escolha. E ela gostaria muito que outras mães adolescentes pudessem contar uma história inspiradora como essa.

Música por: Epidemic Sound: https://www.epidemicsound.com

Crédito: ACONTECEU MESMO: http://bit.ly/2QAFI3k

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here